Músicas Para Caminhar Por Corredores Sombrios

Hoje, 10 de outubro, é o Dia Mundial Da Saúde Mental. É importante conscientizar que enfermidade mental vai além de doenças/transtornos diagnosticados clinicamente, abraçando também alguns efeitos causados por situações/sensações constantes que podem desencadear condições adversas na funcionalidade individual. Mas o que determina sanidade quando tantas pessoas, consideradas “mentalmente normais”, agem/falam de formas tão absurdas e nocivas? Sou tímido, introspectivo, inseguro com minha imagem e meu futuro, relativamente distímico, com algum grau de misantropia, problemas de confiança e auto-estima, carregando medos e traumas, constantemente submetido a doses cavalares de estresse e raiva no trabalho, entre outras causas e efeitos que desequilibram minha força. Creio que todos compartilhamos algo semelhante; no fundo, somos “pessoas danificadas” com a sensação de que “todo dia é exatamente o mesmo“. Enfim… Como arte é minha terapia, eis uma seleção musical reflexiva sobre tretas mentais:

1. Milo – Post Hoc Ergo Propter Hoc (For Schopenhauer)
Faixa 11 do EP duplo Things That Happen At Day/Things That Happen At Night, de 2013.
Ao isolarmos-nos, buscamos identificação em obras fictícias, nos culpamos pela perda de entes queridos (no caso, seu melhor amigo Robert, sempre citado em sua obra). Em partes, somos compostos de falácias.


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2. Aesop Rock – Gopher Guts
Faixa 15 do álbum Skelethon, de 2012.
Relações desmembradas (no caso, seu casamento com Allyson Baker) tendem a levar ao isolamento e causar outros efeitos negativos, porém isso também pode levar a auto-análise – que é o primeiro passo, como dizem.


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3. Matthew Good Band – A Boy And His Machine Gun
Faixa 10 do álbum Beautiful Midnight, de 1999 (relançado em 2001).
No fim das contas, todo cubículo tem um pouco de hospital psiquiátrico. O vocalista, Matthew Good, é diagnosticado com bipolaridade.


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4. Sadistik – Cult Leader
Faixa 1 do álbum Ultraviolet, de 2014.
Misantropia, sociopatia e a dualidade de não querer e precisar de alguém.


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5. Sage Francis – Inherited Scars
Faixa 4 do álbum Personal Journals, de 2002.
Algumas pessoas sentem prazer na dor, outras se auto-mutilam pra amenizar dores maiores.


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6. David Bowie – All The Madmen
Faixa 2 do álbum The Man Who Sold The World, de 1970.
Como dito anteriormente, muitas pessoas “mentalmente normais” agem/falam de formas absurdas e nocivas, como se tal maluquice/loucura não fosse apenas no sentido figurado. Bowie se inspirou em seu meio-irmão, Terry Burns, que foi paciente do hospital psiquiátrico Cane Hill.


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7. Eyedea – Even Shadows Have Shadows
Faixa 2 da compilação We Came From Beyond, de 2001.
Transtornos de personalidade, pensamentos suicidas, enfim, uma síntese extremamente relacionável de várias questões. Micheal Larsen morreu de overdose em 2010.


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Que a arte nos salve.

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